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Além do low-code: tendências de workflow e IA que dominarão 2026

Imagem escrito tendências de tecnologia low-code para workflows

Antes, o low-code era visto como uma alternativa rápida para reduzir o backlog de TI. Em 2026, ele é o motor central da transformação digital. O mercado global de plataformas de baixo código, que era de US$ 28,75 bilhões em 2024, saltou para aproximadamente US$ 45,5 bilhões em 2025, caminhando para uma avaliação de US$ 264 bilhões até 2032.

Para as empresas brasileiras, a tendência não é apenas “codificar menos”, mas sim orquestrar ecossistemas complexos onde humanos, robôs e agentes de IA colaboram em tempo real.

O que é low-code?  

O low-code representa uma abordagem inovadora no desenvolvimento de software que destaca o uso de interfaces visuais e componentes pré-configurados, simplificando o processo de criação de aplicações. Essa metodologia capacita os usuários a projetarem, desenvolverem e implementarem aplicações com mínimo esforço de codificação. Alguns conceitos dessa abordagem incluem:

  • Desenvolvimento visual: Plataformas low-code fornecem interfaces visuais simples, permitindo que os usuários arrastem e soltem elementos, configurem fluxos de negócios e definam a lógica de trabalho por meio de uma interface gráfica.
  • Reutilização de componentes: Um dos princípios fundamentais do low-code é a capacidade de reutilizar componentes pré-prontos, muitas vezes chamados de “widgets” ou “módulos”. Isso possibilita que os usuários desenvolvam programas rapidamente, sem necessidade de começar do zero.
  • Abstração da complexidade: As interfaces de programação visual abstraem as complexidades técnicas envolvidas na construção de software, permitindo que indivíduos não-técnicos participem ativamente do processo de criação.

O low-code viabiliza a automatização de processos, proporcionando às organizações a oportunidade de otimizar tarefas, eliminar gargalos e aproveitar os benefícios da digitalização dos negócios. Isso permite uma rápida e eficiente criação de soluções, impulsionando a agilidade e a transformação digital das empresas.



Quer se aprofundar no assunto e entender mais sobre a tecnologia low-code? Então dá uma olhada na série de vídeos com conteúdo explicativo sobre low-code que organizamos lá no nosso canal do Youtube!

Como funciona o low-code?

As plataformas low-code funcionam com recursos de arrastar e soltar, como um jogo de tetris, onde você vai encaixando as peças conforme a sua necessidade. Tudo acontece a partir de uma interface visual.

Elas possuem:

  • Funcionalidades de arrastar e soltar;
  • Desenvolvimento orientado à modelos;
  • Desenvolvimento e implantação de aplicativos acelerados;
  • Acesso rápido a recursos, pois não requer conhecimento técnico detalhado;
  • Facilidade para pessoas não especialistas iniciarem mudanças nos negócios;
  • Requer menos tempo de desenvolvimento para colocar a solução no mercado.

Dica de leitura extra:

Tendências em low-code para workflows 2026

1) Da IA generativa para a IA agêntica em workflows

Se antes o foco estava em chatbots que respondiam perguntas, 2026 é o ano da IA Agêntica. Os agentes de IA não apenas “falam”, eles “agem”. Eles são capazes de executar processos de múltiplas etapas, interagir com serviços de terceiros e tomar decisões autônomas dentro de um fluxo de trabalho definido.

  • O papel do low-code: Plataformas como o Zeev permitem que esses agentes sejam implementados em larga escala através de interfaces visuais, garantindo que a governança e a ética acompanhem a autonomia das máquinas.
  • Impacto no workflow: Um agente de IA pode monitorar sinais de sistema, detectar uma falha em um processo de supply chain e tomar medidas corretivas automaticamente, escalando para um humano apenas em casos de exceção.

2) Hiperautomação: conectividade de ponta a ponta

A automação de tarefas isoladas deu lugar à Hiperautomação. Em 2026, o objetivo é automatizar processos complexos de ponta a ponta, combinando IA, RPA (Automação de Processos Robóticos), BPMS e Low-code.

Evolução da Automação2024 (Automação de Tarefas)2026 (Hiperautomação)
EscopoTarefas repetitivas e isoladasFluxos de trabalho integrados e complexos
TecnologiaRPA básico e scripts manuaisIA Agêntica + RPA Inteligente + Low-code
Tomada de DecisãoBaseada em regras fixasBaseada em dados em tempo real e IA
FocoEficiência operacional localEscala sustentável e agilidade organizacional

O diferencial competitivo em 2026 reside na capacidade de orquestrar esses agentes e robôs, permitindo que os processos se adaptem ao contexto em tempo real sem a necessidade de intervenção manual constante.

3) Low-code para aplicações críticas

O preconceito de que o low-code servia apenas para aplicativos simples desapareceu. Estima-se que, até 2029, 80% das aplicações de missão crítica globalmente serão impulsionadas por plataformas low-code.

Em 2026, as empresas utilizam essas ferramentas para modernizar sistemas legados e substituir arquiteturas monolíticas por plataformas modulares e escaláveis. A integração via External Collections e APIs REST permite que os dados de sistemas antigos sejam consumidos em interfaces modernas, acelerando a inovação sem interromper a operação.

Soma-se ao low-code a inteligência artificial generativa.

À medida que a IA e o Machine Learning (ML) continuam amadurecendo, sua integração na automatização de workflows se torna mais comum e promete transformar os processos de negócios. 

Aqui estão alguns exemplos dessa automatização:

  • Personalização de workflows: Antecipamos que a inteligência artificial poderá ser utilizada para uma personalização mais dinâmica dos fluxos de trabalho, onde a IA analisará o comportamento do usuário e ajustará automaticamente os processos para otimizar a eficiência e a experiência do usuário.
  • Processamento de linguagem natural (PLN): o PLN em workflows permitirá a compreensão contextual de solicitações e comunicações.

Por exemplo, um sistema de atendimento ao cliente pode usar PLN para entender e categorizar automaticamente solicitações de clientes, direcionando-as para os departamentos apropriados.

  • Chatbots: com capacidades de aprendizado contínuo, podem melhorar suas respostas ao interagir com usuários ao longo do tempo. Essa integração aprimora a eficácia dos chatbots em processos de atendimento ao cliente e suporte técnico.

A IA e o Machine Learning para automatização de workflows agem introduzindo maior inteligência e adaptabilidade.

4) “Vibe coding” e o desenvolvimento nativo de IA

Uma tendência emergente em 2026 é o Vibe Coding — uma nova metodologia de desenvolvimento onde o foco não é escrever linhas de código, mas sim descrever a visão e os requisitos em linguagem natural para que a IA gere a base funcional da aplicação.

O desenvolvimento de software atingiu um novo patamar de produtividade. Com o apoio da IA, estima-se que 41% de todo o código mundial seja gerado por inteligência artificial, permitindo que times enxutos entreguem soluções que antes exigiriam grandes departamentos de engenharia. No Zeev, a assistente Zai materializa essa tendência, permitindo a modelagem de processos BPMN complexos através de simples comandos de voz ou texto.

5) Governança e segurança preditiva

Com o aumento de usuários de negócio criando suas próprias soluções (Citizen Developers), a segurança e a governança tornaram-se prioridades estratégicas. Em 2026, a abordagem evoluiu para a Governança-as-Code.

As permissões, regras de conformidade e guardrails de segurança são “incorporados no DNA” da aplicação desde a sua concepção. Isso permite que a TI atue como um habilitador, fornecendo uma plataforma segura onde as áreas de negócio podem inovar com autonomia, mas sob controle rigoroso de rastreabilidade e integridade de dados.   

Crescente demanda por low-code nas empresas

A crescente demanda por plataformas low-code é impulsionada por uma série de fatores relacionados à escassez de habilidades de codificação tradicionais. Selecionamos alguns exemplos sobre esse fenômeno:

  • Escassez de desenvolvedores tradicionais: Com a falta de especialistas em linguagens de programação específicas, empresas adotam plataformas low-code para permitir que profissionais de diversas áreas contribuam para o desenvolvimento de aplicações, diminuindo o backlog de TI e necessidade de profissionais técnicos em programação.
  • Agilidade e velocidade no desenvolvimento: Plataformas low-code aceleram a entrega de projetos, permitindo que empresas respondam rapidamente às mudanças do mercado e reduzam o time-to-market. Times de TI de vários segmentos de negócio e tamanhos têm recorrido ao low-code para acelerar suas entregas.
  • Economia de custos: Empresas capacitam funcionários internos para desenvolver, economizando custos de contratação de desenvolvedores altamente especializados.
  • Flexibilidade e customização: Organizações podem adaptar rapidamente seus aplicativos às necessidades específicas do negócio, mantendo a flexibilidade e a customização desejadas.
  • Aprimoramento de habilidades: Profissionais de diferentes áreas, como marketing e finanças, podem aprimorar suas habilidades com treinamentos em plataformas low-code, tornando-se ativos no desenvolvimento de soluções internas e diminuindo a dependência de times de produto e tecnologia para implementar soluções.

A adoção de plataformas low-code proporciona agilidade e alinhamento com a transformação digital das empresas.

Impacto destas tendências nas empresas e na indústria

As tendências em tecnologia low-code e automatização de workflows têm sido significativas na transformação dos modelos de negócios, proporcionando agilidade, eficiência e inovação. Destacamos algumas influências e impactos em empresas reais, acompanhe:

  • Velocidade na entrega: A capacidade de desenvolver e implementar rapidamente soluções através de plataformas low-code tem acelerado a resposta das empresas às mudanças no mercado, permitindo a entrega ágil de produtos e serviços.
  • Flexibilidade operacional: Plataformas low-code oferecem flexibilidade para adaptação contínua, permitindo que empresas ajustem rapidamente seus processos operacionais para atender às demandas do mercado em constante evolução.
  • Integração de sistemas: A capacidade de integrar facilmente sistemas legados e aplicações de terceiros através de soluções low-code, amplia a interoperabilidade, promovendo uma visão mais holística dos processos de negócios.

Dica de leitura extra: 3 benefícios do Workflow low-code!

Casos de transformações empresariais

Utilizando casos reais de empresas que passaram por transformações significativas com e tecnologia low-code do Zeev, podemos destacar como essas soluções foram implementadas para atender às necessidades específicas de cada organização, resultando em eficiência operacional e inovação. 

  • Setor financeiro (Banco BMG): O Banco BMG atingiu 7x o ROI do investimento na implementação do Zeev. Melhorando a eficiência operacional, minimizando os riscos, eliminando desperdícios e custos, e aumentando a produtividade. Leia aqui o case completo do Banco BMG.
  • Setor de Serviços (Sympla): A Sympla reduziu 55% do custo mensal com outras soluções, a partir da automatização de processos com a gente. Leia aqui o case completo da Sympla.
  • Setor de Cooperativismo (Sicoob Cocre): ROI imediato com economia de R$200 mil anuais em apenas três meses de projeto. Leia o case.
  • Setor de Saúde (AmorSaúde): crescimento de 400% na capacidade de cadastro de profissionais após a automatização dos fluxos das filiais. Leia o case do AmorSaúde aqui.

Vantagens competitivas ao usar workflows low-code

  • Agilidade de desenvolvimento: Empresas que adotam tecnologias low-code experimentam vantagens competitivas ao responder rapidamente às mudanças do mercado. Isso possibilita a criação e adaptação de soluções de forma mais eficiente do que concorrentes que dependem de desenvolvimento tradicional.
  • Automatização de processos: A automatização eficaz de processos críticos, como gerenciamento de pedidos, permite que as empresas otimizem essas operações e direcionem os recursos para áreas mais estratégicas, resultando em mais inovação e eficiência.
  • Integração fluida com clientes e parceiros: Plataformas low-code facilitam a integração de sistemas com clientes e parceiros, criando ecossistemas mais colaborativos. Isso resulta em uma abordagem mais centrada no cliente.

Resumo para uma leitura rápida:

  • As tendências em tecnologia low-code representam uma revolução na maneira como as empresas abordam o desenvolvimento de software, automatização de processos e transformação dos modelos de negócios;
  • A inteligência artificial e o machine learning são tecnologias com aplicações em diversos setores, como finanças e automação industrial;
  • A tecnologia blockchain age como uma resposta às preocupações de segurança, oferecendo uma base transparente para soluções low-code. Dessa forma protege os processos contra manipulações indesejadas e fortalece a confiança nas transações e registros digitais;
  • A adoção dessas tendências confere vantagens competitivas às empresas com inovações que refletem no futuro dos negócios;
  • A automatização de workflows e o desenvolvimento ágil estão consolidando seu papel central na construção de empresas ágeis, adaptáveis e prontas para enfrentar os desafios das organizações modernas.

Dica de leitura: 6 sites de inteligência artificial para usar no trabalho!

Conheça o workflow low-code Zeev!

Agora que já falamos sobre como funciona o low-code, podemos dizer que o desenvolvimento de aplicativos e soluções com ele é uma ótima técnica, pois permite que qualquer pessoa não especialista consiga desenvolver suas necessidades de negócio.

Com ela, os envolvidos no projeto podem economizar tempo e reduzir os custos associados ao desenvolvimento. 

CTA Plataforma Low-code com IA Zeev

Então, eu convido você a conhecer o Zeev, o software para automatização de workflows que permite que você possa colocar em prática tudo que viu aqui hoje!


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