Agentes de IA e substituição de tarefas humanas: como decidir

A princípio, a discussão sobre inteligência artificial deixou de ser “se” as empresas irão adotar a tecnologia. Agora a pergunta central é “como” e “onde” aplicar IA de forma estratégica. Isso porque, segundo pesquisa da McKinsey, a adoção de IA subiu de 55% para 72% entre 2023 e 2024 nas empresas globais. A substituição de tarefas humanas por IA é algo inevitável e os números comprovam já que IA generativa quase dobrou sua presença no mesmo período.
Apesar desse avanço, muitas lideranças ainda ignoram algo fundamental. A IA precisa de direção, contexto e alinhamento com os objetivos do negócio.
Em outras palavras, não basta implementar tecnologia. É preciso saber quando a IA deve potencializar pessoas e quando faz sentido substituir tarefas humanas. Amaneira como a empresa distribui tarefas e toma decisões revela se a IA está sendo bem alocada. Em alguns contextos, a IA expande desempenho humano, já em outros ela substitui atividades repetitivas. Tudo depende do contexto.
Neste artigo, você aprende como tomar essa decisão com segurança e precisão. Para aprofundar ainda mais, vale consultar também os artigos sobre agentes de IA e sobre orquestração de agentes.
O que é um agente de IA na prática
Antes de mais nada, vamos relembrar o conceito. Um agente de IA entende linguagem, acessa dados, toma decisões dentro de regras definidas e executa ações sozinho dentro de um processo. Enquanto um assistente de IA responde e sugere, o agente age.
Por exemplo, um assistente resume um contrato. Já um agente analisa o documento, identifica cláusulas críticas, compara com políticas internas e envia o material para aprovação no fluxo correto.
No webinar sobre IA e processos, Rafael Bortolini que é Diretor de IA e de Produto e mestre em engenharia de produção pela UFRGS explica que os processos do futuro irão orquestrar humanos, sistemas e inteligências artificiais ao mesmo tempo. Isso significa que agentes não apenas “respondem”. Eles operam. Eles são parte viva do processo.

Esse movimento abre espaço para discutir, de maneira prática, a substituição de tarefas humanas com IA.
Quando a substituição de tarefas humanas faz ou não sentido
Em resumo, a IA pode atuar de duas maneiras. Ela pode ampliar a capacidade humana ou pode automatizar uma tarefa do início ao fim. De acordo com o Rafael, 57% dos usos de IA hoje se encaixam nos padrões de potencialização. Apenas 43% buscam automação completa.
Isso mostra que, embora a tecnologia seja avançada, as pessoas ainda valorizam a IA como apoio. E não como substituto integral.
Quando a IA potencializa
Nesse cenário, a IA funciona como copiloto. Ela organiza informações, cruza dados, gera análises e acelera o trabalho. O humano permanece no centro da decisão. De acordo com a IDC, 92% dos usuários de IA utilizam a tecnologia para aumentar produtividade.
“IA é excepcionalmente boa em elevar seu pensamento, mas não em substituí-lo.” Dharmesh Shah – Fundador do Hubspot
Como resultado, tarefas intelectuais se tornam mais ágeis e precisas. Exemplos comuns incluem triagem inteligente de chamados, leitura automática de documentos e análises de risco que economizam horas de trabalho. Apesar disso, o julgamento final continua humano.

Quando a substituição de tarefas humanas acontece
Não podemos ignorar que há tarefas que podem ser automatizadas com segurança. Segundo o Boston Consulting Group, atividades de compreensão padronizada já podem ser executadas pela IA com alto grau de autonomia. Isso inclui diagnosticar padrões, interpretar informações e priorizar itens dentro de regras claras.
Por isso, tarefas repetitivas, previsíveis e orientadas por normas tendem a ser candidatas naturais à substituição de tarefas humanas com IA. A IA consegue operar com velocidade, precisão e estabilidade, sem depender de intervenção manual.
Entre essas tarefas, estão conferência de dados fiscais, roteamento automático de solicitações, verificação de campos em formulários e cruzamento de grandes volumes de informações. Em resumo, existem sim tarefas que já estão sendo substituídas e isso ajuda a liberar o potencial humano para tarefas mais estratégicas.
Como decidir entre potencializar ou substituir tarefas humanas com IA
A fim de tomar decisões consistentes, você pode avaliar 5 critérios essenciais. Eles ajudam a entender qual abordagem faz mais sentido em cada processo.
Critério 1: Volume e repetitividade
Quanto maior o volume e mais repetitivo o padrão, maior a probabilidade de automação segura. Tarefas de execução previsível costumam ser substituídas com eficiência por agentes de IA.
Critério 2: Complexidade cognitiva
Em contrapartida, atividades que exigem empatia, criatividade ou julgamento contextual devem manter o humano no centro. A IA apoia, mas não substitui.
Critério 3: Risco e impacto de erro
Processos com impacto financeiro, jurídico ou reputacional exigem supervisão humana. Nesses cenários, a IA atua como reforço, nunca como substituta integral.
Critério 4: Maturidade tecnológica
Empresas com processos imaturos ou pouco padronizados devem iniciar pela potencialização, como explicamos no artigo sobre maturidade de processos. Já organizações mais avançadas conseguem automatizar mais passos.
Critério 5: Necessidade de supervisão
Às vezes, não é a tecnologia que limita. É a regulamentação. Existem tarefas que exigem, por lei ou política interna, validação humana obrigatória.
Exemplos práticos de substituição de tarefas humanas nas empresas
Com o avanço da IA, agentes já estão presentes em várias áreas. Eles combinam potencialização e automação dentro dos fluxos.
| Área | O que o agente de IA faz | O que o humano passa a fazer |
|---|---|---|
| Recursos Humanos | Lê currículos, extrai dados, compara requisitos e pré-seleciona candidatos automaticamente. | Avalia perfil, entrevista, toma decisões humanas e estratégicas. |
| Crédito e Financeiro | Verifica documentos, cruza informações, identifica inconsistências e aprova solicitações simples. | Analisa casos complexos, define riscos e cria critérios de decisão. |
| Jurídico | Analisa contratos, identifica cláusulas sensíveis, sinaliza riscos e sugere ajustes. | Faz julgamento estratégico, interpreta nuances e decide o que negociar. |
| Operações | Confere notas fiscais, integra dados entre sistemas, valida informações repetitivas e reduz retrabalho. | Foca em melhoria contínua, resolução de problemas e tomada de decisão. |
Ou seja, não se trata apenas de uma mudança tecnológica para conforto ou para seguir uma tendência. De acordo com o IDC, para cada dólar investido em IA generativa, empresas vêm obtendo um retorno médio de 3,7 dólares, segundo o estudo de oportunidades em IA da IDC.
Esse dado mostra que, em síntese, a combinação de automação e apoio estratégico gera valor real.
Riscos, governança e a importância da LGPD
Mesmo assim, substituir tarefas humanas com IA exige governança. Sem supervisão, a IA pode gerar vieses, erros e decisões opacas. Por isso, políticas sólidas são indispensáveis.
Princípios essenciais para segurança e governança:
• Zero Trust em relação às decisões automatizadas
• Registros completos de logs
• Políticas claras sobre dados utilizados
• Human-in-the-loop para decisões críticas
• Monitoramento contínuo
De acordo com Rafael Bortolini, os processos do futuro vão orquestrar humanos, sistemas e inteligências artificiais simultaneamente. Em razão disso, a governança deixa de ser detalhe e passa a ser estrutura.
LGPD é papo sério. Confira o artigo sobre proteção de dados e IA em conformidade com a LGPD e aprofunde seus conhecimentos.
Jornada de maturidade em IA
A jornada de adoção de IA é progressiva. Ela avança por fases. Primeiro surgem experimentos. Depois vêm os primeiros agentes em produção. Em seguida, a autonomia aumenta e os fluxos passam a integrar agentes, sistemas e humanos.
Isso significa que essa evolução ocorre em quatro etapas: experimentação, operacionalização, autonomia controlada e integração sistêmica. À medida que a empresa avança, fica mais claro onde potencializar e onde substituir com segurança.
O artigo sobre orquestração de agentes complementa essa visão, mostrando como coordenar vários agentes sem perder governança.
O papel do Zeev na orquestração inteligente de agentes de IA
Precisamos pensar em soluções seguras e eficientes para o uso de IA. Nesse sentido, o Zeev funciona como a camada central de orquestração. Em vez de conectar agentes diretamente a sistemas críticos, tudo passa pelo BPMS Zeev, que organiza fluxos, regras, integrações e auditoria.
Como resultado, você cria agentes especializados e posiciona cada um dentro do processo certo. O agente de contas a pagar valida notas, o jurídico analisa contratos. O agente de atendimento resolve solicitações internas.
Dessa forma, a sua empresa evita “ilhas de IA”, mantém governança e ganha visibilidade em tempo real sobre o desempenho dos agentes. Em síntese, o Zeev permite escalar IA com previsibilidade, sem perder controle e sem comprometer segurança ou conformidade.
Conclusão: substituir tarefas, não substituir pessoas
Por fim, o objetivo da IA não é apagar o papel humano. Pelo contrário. É liberar pessoas para o que exige reflexão, criatividade e decisão. Como Thiago de Assis destacou, quando a IA é usada com clareza, ela amplia repertórios, multiplica capacidades e acelera decisões.
Em conclusão, o ponto não é “se” vamos usar IA. O ponto é onde faz sentido falar em substituição de tarefas humanas e onde faz sentido potencializar pessoas. Empresas que acertam essa leitura ganham eficiência, previsibilidade e competitividade, sem perder humanidade.
Conheça os agentes de IA da Zeev e veja, na prática, como aplicar IA com segurança, clareza e autonomia em seus processos. Agende uma demonstração.














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